terça-feira, 21 de novembro de 2017

ESBOÇO DE SERMÃO TÓPICO BASEADO EM JOÃO 18.33-38

TEXTO: JOÃO 18.33-38
33 Tornou Pilatos a entrar no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? 34 Respondeu Jesus: Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a meu respeito? 35 Replicou Pilatos: Porventura, sou judeu? A tua própria gente e os principais sacerdotes é que te entregaram a mim. Que fizeste? 36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. 37 Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. 38 Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? Tendo dito isto, voltou aos judeus e lhes disse: Eu não acho nele crime algum”.

INTRODUÇÃO

O site significados.com.br traz um conceito sobre verdade dizendo que

Verdade significa aquilo que está intimamente ligado a tudo que é sincero, que é verdadeiro, é a ausência da mentira. Verdade é também a afirmação do que é correto, do que é seguramente o certo e está dentro da realidade apresentada. A verdade é muitas vezes desacreditada e o ceticismo é a descrença ou incredulidade da verdade. Aquele indivíduo que tem predisposição constante para duvidar da verdade é chamado de cético (O que é a verdade. Extraído de: https://www.significados.com.br/verdade/)

Esta passagem trata da prisão de Jesus e seu julgamento. Pilatos, cremos que por ironia, pergunta se ele é o rei dos judeus (v.33), Jesus sabia que aquela pergunta não vinha dele, mas os judeus haviam o acusado falsamente de se declarar rei (v.34). Cristo afirma que seu reino não seria daqui, por isso não seria defendido por humanos (v.36), Pilatos novamente pergunta, certamente com ironia, se ele era um rei, Jesus diz que era Pilatos que estava afirmando (v.37). Jesus então fala que veio dar testemunho da verdade, Pilatos faz uma pergunta que nos deixa pensativos: “Que é a verdade?”, esta pergunta ecoa nos nossos ouvidos até o dia de hoje, pois as pessoas estão confusas, sem rumo, sem direção, sem saber para onde estão indo, estão querendo que não existe verdade absoluta, mas para o cristão existe uma verdade absoluta extraída da Escritura Sagrada manifesta na pessoa de Jesus, mas quer saber o que é a verdade? Preste atenção que iremos extrair algumas lições sobre a verdade, tendo como base o tema abaixo.

TEMA: VOCÊ SABE O QUE É A VERDADE?

1.        A VERDADE É O QUE DIZ A ESCRITURA.

1.1     A Escrituras foi escrita para nos instruir. Lc 1.1-4
1 Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, 2 conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, 3 igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, 4 para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído”.

1.2     A Escritura foi escrita para nos apresentar Jesus. Jo 5.39
39 Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

1.3     A Escritura foi escrita para nos ensinar, erram os que não a observam. Mt 22.29
29 Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”.

1.4     A Escritura foi escrita para nos ajudar a vivermos em santidade. Jo 17.17
17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”.

2.        A VERDADE É A PESSOA DE JESUS CRISTO.  

2.1     Ele é a verdade do Pai. Jo 14.6
6 Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

2.2     Ele é a verdade que liberta. Jo 8.32,36
32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

2.3     Ele nos ensina o caminho da verdade. I Tm 2.4
4 o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

3.        A VERDADE É O QUE NÓS DEVEMOS SEGUIR

3.1     Nós não devemos lutar contra a verdade, mas a favor da verdade. II Co 13.8
8 Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade”.

3.2     Nós devemos obedecer à verdade. Gl 5.7
7 Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade?”

3.3     Nós devemos viver a verdade em amor. Ef 4.15
15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”.

3.4     Nós devemos manejar bem a Palavra da verdade. II Tm 2.15
15 Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.

3.5     Nós fomos gerados pela Palavra da Verdade. Tg 1.18
18 Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”.

3.6     Nós precisamos falar a verdade sobre Cristo. Rm 9.1
1 Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência”.

CONCLUSÃO

A mensagem tratou baseada na pergunta feita a Jesus: “O que é a verdade?”, vimos que a verdade é a Escrituras, chegamos a conhecer esta verdade por meio de Jesus, mas precisamos seguir a Jesus. Você tem feito isto? Voce já conhece a verdade das Escrituras? Já conhece a verdade sobre Jesus? Já segue a verdade? Saiba que para morar no céu você precisa seguir esta verdade, você precisa entregar a tua vida a Cristo, recebe-lo como teu Único e Suficiente Senhor e Salvador. Voce deseja fazer isto agora?

AUTOR: Missº Veronilton Paz

É MELHOR MORAR NUMA TERRA DESERTA

"É melhor morar numa terra deserta do que com uma mulher briguenta e impaciente." (Provérbios 21.19)
 
A reflexão do Sábio vai direto a nossa imaginação. Podemos enxergar, como se fosse um efeito 3D, o contraste nítido entre os dois cenários.
 
"Está vendo essa terra distante, isolada, e resecada?" pergunta o Sábio. "É melhor gastar tua vida em uma terra assim do que em um relacionamento assim!"
 
Uma família sábia produzirá bons frutos, independente do seu contexto. A gente consegue, com tempo, superar o vento quente e a terra dura. Mas o mesmo não pode ser dito do casal que alimenta atitudes rixosas e briguentas. Eles trazem o deserto para dentro da casa. Há pouco fruto, pouco legado, pouca sombra no calor do dia.
 
Estaria o Sábio dizendo que não há esperança para aquele(a) que tem um cônjuge bringuento? Claro que não. Assim como a chuva no deserto, é Deus quem derrama graça sobre os relacionamentos. Toda boa dádiva vem do alto. Ele vai trabalhar a terra, e a colheita será para sua glória somente.
 
Mas para nós — os cônjuges impacientes e mimizentos — fica a dica do Sábio: uma terra deserta é mais produtiva do que a nossa frustração continua.
 
Procure a graça divina. Jesus faz brotar água da rocha. Ele é a fonte da água viva. Portanto, Ele pode vivificar teu 'coração deserto' também.

Fonte: http://palavraprudente.com.br/

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

IDOLATRIA, AÇÃO DIRETA DE SATANÁS

TEXTO: I CORÍNTIOS 10.19-20 
19 Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? 20 Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios”.

Aqui está dizendo que aquilo que as pessoas sacrificam aos ídolos é aos demônios que estão sacrificando, ou seja, quando as pessoas se dobram diante de um ídolo estão se dobrando diante dos demônios. Está implícito aqui que por trás dos ídolos estão os demônios. O site Bíblia.com traz uma definição sobre ídolo, afirmando que:

A palavra ídolo vem do grego eidólon, e significa ‘imagem’. É, pois, uma representação da divindade, de que se faz objeto de culto, usurpando essa imagem o lugar de Deus, e recebendo a adoração ou o culto que só a Ele é devido. No A.T. aquelas palavras que mais freqüentemente se empregam para significar um ídolo ou imagem são: (1) Tselem, imagem – cp. Gn 1.26 com Ez 16.17 e Dn 3.1. (2) Pesel, imagem de escultura (Êx 20.4). (3) .Vassekah, uma imagem de fundição (Êx 32.4). (4) .Watstsebah, a pedra sagrada – cp. Êx 23.24 e 2 Rs 3.2 com Gn 28.18. (Definição de Idolo, extraído de: http://biblia.com.br/dicionario-biblico/i/idolo)

A Igreja Romana diz que Deus proíbe apenas fazer imagens de falsos deuses, para eles não seria proibido fazer imagens de Deus, mas esta informação é falsa, pois Deus proíbe fazer imagens dele mesmo, segundo foi escrito por Moisés em Deuteronômio:

14 Também o SENHOR me ordenou, ao mesmo tempo, que vos ensinasse estatutos e juízos, para que os cumprísseis na terra a qual passais a possuir. 15 Guardai, pois, cuidadosamente, a vossa alma, pois aparência nenhuma vistes no dia em que o SENHOR, vosso Deus, vos falou em Horebe, no meio do fogo; 16 para que não vos corrompais e vos façais alguma imagem esculpida na forma de ídolo, semelhança de homem ou de mulher” (Dt 4.14-16)

A Igreja Romana fez uma distorção no Decálogo, excluindo o segundo mandamento e dividindo o Décimo em dois. Ela diz que o segundo é não tomar o nome de Deus em vão, mas este é o terceiro. Ela diz que o nono mandamento é “não cobiçar a mulher do próximo” e o décimo “não cobiçar as coisas alheias”, porém não cobiçar é um mandamento só. Fez esta distorção porque o segundo condenava a prática da referida religião do uso de imagens e relíquias, vejamos o que foi omitido:

2º mandamento: Não farás para ti imagens de escultura: “4 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem6 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Êx20.4-6). 10º mandamento: Não cobicaras, a mulher, o boi, jumento ou qualquer outra coisa que pertença ao próximo: “17 Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êx 20.17).

 Outra passagem que trata sobre idolatria é na passagem de Apocalipse que trata da igreja de Pergamo onde diz que aquela igreja estava localizada no lugar onde estava o trono de satanás (Ap 3.12-13), Hernandes Dias diz que quando vai se estudar sobre a cidade verificamos que

Em Pergamo havia duas particularidades que nos levam a entender o que significa “trono de satanás”, são eles os seguintes: 1. Naquela cidade havia um templo de adoração ao imperador romano com uma imagem dele, em que as pessoas diziam: “Cesar Et Kyrios”, ou “Cesar é o Senhor, os cristãos eram mortos porque eles diziam “Cristus Et Kyrios”, mas a cidade adorava a imagem do imperador, aqui se infere que qualquer lugar seja igreja, clube, partido politico, onde um  homem é colocado em posição superior ali está o trono de satanás, ali está idolatria. 2. Outro fenômeno que acontecia ali era que também havia no mesmo local um templo que cultuava o deus Esculápio, o deus da cura, em forma de serpente, por isso que no jaleco do médico há uma serpente, isto vem de Pergamo, isto vem de Esculápio, portanto, se entende que onde uma imagem é cultuada, ali está a ação e o trono de satanás, onde há idolatria há o trono de satanás (LOPES, Hernandes Dias. Restaurando o fervor espiritual. Extraído de: <https://www.youtube.com/watch?v=p-CpoCR4s98>).

Quando a igreja Romana diz que o culto aos santos é legítimo, ela está fazendo a mesma sugestão de satanás, de que se adore a outro que não seja Deus, pois prestar culto e adorar só se faz a Deus, veja este trecho da tentação de Jesus:

8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4.8-10).

O culto aos santos surgiu em 375 d.C., ano 431 criou-se o culto à virgem Maria, o uso de imagens e relíquias dos santos teve como inicio em 783 d.C. com a intenção de ganhar dinheiro, pois isto gerava renda para a igreja, tudo teve um fundo financeiro, tudo girava em torno do lucro.

Para concluir, gostaria de dizer que de fato por traz de qualquer ídolo tem de fato um demônio recebendo a adoração, seja o ídolo uma imagem de um deus, santo, ou um homem, qualquer lugar que se faz um culto a outro que não seja Deus ali está a ação de satanás e devemos fugir da idolatria (I Co 10.14) e prestar culto somente a Deus. Deus tenha misericórdia de cada um de nós!

Referências

A Bíblia de Estudo de Genebra. 2 ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

Definição de Idolo, extraído de: http://biblia.com.br/dicionario-biblico/i/idolo

LOPES, Hernandes Dias. Restaurando o fervor espiritual. Extraído de: <https://www.youtube.com/watch?v=p-CpoCR4s98>

Autor: Missº Veronilton Paz da Silva




IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL - PARTE III - TEOLOGIA


14. Que é Escritura Sagrada? 
R. É a palavra de Deus expressa em forma escrita. É o livro que nos dá “aquele conhecimento de Deus e de Sua vontade, necessário para a salvação” (2 Tm.3:15, 16). A Bíblia é composta de 66 livros, escritos, por, no mínimo, 36 autores, que viveram em tempos e lugares diferentes, num período de 1600 anos. No entanto, o Autor da Bíblia é o próprio Deus, que inspirou os autores a que nos referimos. 

15. Como sabemos que a Bíblia foi inspirada por Deus? 
R. O Testemunho de Jesus sobre o Antigo Testamento (Mt.22:29; Mc.12:24; Lc.24:25, 27, 32 e Jo.5:39). O testemunho da Bíblia sobre sua natureza (2 Tm.3:16-17; 2 Pe. 1.20:21). A experiência de milhões de pessoas cuja vida foi transformada pela leitura da Bíblia e a nossa própria experiência de sentir Deus falando conosco, quando lemos a Bíblia. Tudo isso é evidência da inspiração divina das Escrituras. Porém, como esta Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9) www.monergismo.com 4 aceitação é matéria de fé e não de prova científica, só a operação do Espírito Santo em nós é que nos dá a convicção de que a Bíblia é a palavra de Deus. 

16. Por que a Bíblia “católica” tem 7 livros a mais do que a “nossa” Bíblia? 
R. Porque o concílio de Trento, no dia 15 de abril de 1546, anexou, por decreto, esses livros à Bíblia. Nós não aceitamos e a “nossa” Bíblia não os tem porque eles não tem nem as evidências externas nem as evidências internas de que são inspirados por Deus. A Igreja Católica Romana nos acusa de termos retirado 7 livros das Escrituras. No entanto, foi ela que os acrescentou à Bíblia, no concílio de Trento. 

17. O Que as Escrituras nos revelam a respeito de Deus? 
R. Que Deus é Espírito (Jo.4:24) e, portanto, não tem corpo como nós (Lc.24:39); que Deus é um Ser pessoal, capaz de compreender os nossos sentimentos e conhecer os nossos pensamentos (Sl.103:14 e 139:1-7); que Deus é eterno (Sl.90:2), imutável (Ml.3:6), infinito (I Rs. 8:27), conhece todas as cousas (Sl.139:4), vê tudo o que se passa no céu e na terra (Pv.15:3), está presente, ao mesmo tempo, em todos os lugares (Sl.139- 7-10), é onipotente (Mt.19:26), nos ama (I Jo.4:8), é cheio de misericórdia (Sl.57:10 e 100:5). Revela-nos também que Deus é justíssimo (Sl. 119:137) e terrível em Seus juízos (Hb.10:31). O Deus de quem a Bíblia nos fala é um Deus Triuno, isto é, subsiste em três pessoas. 

18. Que é a Santíssima Trindade? 
R.. É a coexistência das Três Pessoas na Divindade Única: O Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mt.27:19; 2 Co.13:13). São Três Pessoas distintas, da mesma substância, iguais em poder e glória, porém um só Deus. É um mistério que não pode ser explicado nem definido, porque está além do alcance da mente do homem. Em suma: Ou aceitamos a Triunidade do Deus Único, ou temos de admitir três Deuses na Bíblia. A Bíblia, no entanto, nos ensina com muita clareza que existe um só Deus verdadeiro (1 Co.8:5-6; 1 Tm 2:5), e que o pai é Deus (Gl.1:1; Ef.6:23), que o filho é Deus (Jo.1:1 e 2 Pe.1:1) e que o Espírito Santo é Deus (At.5:3-4). 

19. Como Deus se relaciona com o universo? 
R. Deus o criou (Gn.1:1 e Ef.3:9), Deus o dirige (Dn.4:35), Deus o governa (Jó.34:12- 15; Sl.22:28; 103:19), Deus o preserva (Ne.9:6). Ele tem um plano eterno de ação (Ef.1:11). Nada acontece sem que Ele tenha ordenado ou permitido (Mt.10:29). Deus não improvisa nem é surpreendido pelos acontecimentos. Na Sua infinita sabedoria, Ele dirige tudo segundo Sua própria vontade sem, contudo, tirar a liberdade do homem nem violentar a vontade do ser humano. 

20. Que é predestinação? 
R. É a doutrina bíblica segundo a qual Deus já determinou o destino eterno de todo o ser humano (Rm.8:29-30; Rm.9:14-21; Ef.1:3-5), tanto dos que se salvam como dos que se perdem. 

Fonte: http://charlezine.com.br/wp-content/uploads/razao-nossa-fe-1981.pdf

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Igreja Presbiteriana do Brasil - PARTE II - HISTORIA (CONT.)


9. Em que estão baseadas as doutrinas da Igreja Presbiteriana? 
R. Estão baseadas na Bíblia, a palavra de Deus. Nossa Igreja não aceita nenhuma doutrina que não tenha base sólida nas escrituras (Gl.1:8, 9). 

10. Quando Simonton Chegou ao Brasil, já havia aqui missionários de outras denominações? 
R. Simonton encontrou, no Rio de Janeiro, o Dr. Robert Reid Kalley, médico escocês, que fazia um trabalho missionário independente. Do trabalho do Dr. Kalley resultou a Igreja Evangélica Fluminense. Havia também pastores que vieram acompanhando imigrantes europeus. Estes pastores, entretanto, se limitavam a dar assistência espiritual aos imigrantes europeus. Simonton foi, portanto, o primeiro missionário enviado ao Brasil, com o objetivo de evangelizar os brasileiros. Os missionários de outras denominações só chegaram bem mais tarde. 

11. Que é uma “doutrina baseada solidamente nas Escrituras Sagradas?” 
R. É uma doutrina baseada na Bíblia toda ou, seja, que compreende todos os livros da Bíblia, do Gênese ao Apocalipse. A nossa Igreja não aceita doutrinas baseadas em apenas algumas passagens ou textos isolados das Escrituras. 

12. Quais são os padrões doutrinários da Igreja Presbiteriana? 
R. Nossa Igreja adota, como exposição das doutrinas bíblicas, a confissão de fé e os Catecismos como exposição do sistema de doutrinas ensinadas nas Santas Escrituras. Isto se faz necessário em virtude de a Bíblia não trazer as doutrinas já sistematizadas. 

13. Quem elaborou a Confissão de Fé e os Catecismos? 
R. A confissão de Fé e os Catecismos foram elaborados por 151 teólogos de várias Igrejas Evangélicas, reunidos na Abadia de Westminster, em Londres, na Inglaterra, de julho de 1643 a fevereiro de 1649. Estes livros foram preparados em espírito de oração e profunda submissão ao ensino das Escrituras. 

Fonte: www.charlezine.com.br/wp-content/uploads/razao-nossa-fe-1981.pdf

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

JESUS NÃO É PLANO B


Persiste no Cristianismo moderno um ensino sútil, mas diabólico. É a idéia de que, uma vez salvo pelo Senhor Jesus Cristo, cabe ao cristão somente a responsabilidade de glorificar a Deus com suas próprias forças. Nessa visão, Jesus Cristo é um mecânico, e uma vez concertado o carro (vida cristã), o cristão segue na sua jornada sozinho. Até quebrar o carro novamente.
 
O cristão é instigado a se exaustar, muitas vezes cumprindo longas listas de exigências, para tentar 'glorificar a Deus' por forças próprias. Somente quando a vaca vai pro brejo, e você se pega pecando, é que se recorre ao socorro do Senhor Jesus. Ele é o último recurso. O estepe. O plano B quando nosso plano não dá tão certo.
 
O antídoto se encontra na oração de Jesus Cristo, transcrita em João 17, aonde lemos essas lindas palavras: "Pai, chegou a hora. Glorifica teu Filho, para que também o Filho te glorifique."
 
O Pai é glorificado quando o Filho é glorificado. E só. Não há outro meio de glorificar o Pai se não por meio do Filho.
 
Isso é uma tremenda lição e um enorme encorajamento para os filhos de Deus. Cristão, não pense por um segundo que sua necessidade de Jesus Cristo é de alguma forma um sinal de imaturidade. Não! Você foi criado para confessar sua incapacidade. Você foi transformado para confessar sua necessidade de Jesus. Você foi salvo para reconhecer — a cada manhã — que Jesus Cristo é o único que cumpriu as exigências da glória de Deus e, portanto, o único que expressa toda a glória de Deus.
 
Não seja tímido em reconhecer que seu Salvador é todo-poderoso, magnífico em amor, misericórdia e santidade.
 
Glorificar a Deus através de Jesus Cristo sempre foi o plano divino. Desde antes da fundação do mundo. Não há plano B. Cristo é a Alfa e o Omega da glória, para todo sempre, amém.

Fonte: www.palavraprudente.com.br

terça-feira, 7 de novembro de 2017

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL - PARTE I - HISTÓRIA


A Razão da Nossa Fé - Adão Carlos Nascimento 

 “A história, as doutrinas e o governo da Igreja Presbiteriana do Brasil, ao alcance de todos.” 65 questões que precisamos saber responder. 

1. Como surgiu a Igreja Presbiteriana? 
R.Surgiu da Reforma do Século XVI. Deus levantou um homem chamado João Calvino para conduzir Seu povo de volta à Bíblia. E, desta volta à Bíblia, nasceu a Igreja Presbiteriana. 

2. Como se processou a Reforma Religiosa do Século XVI? 
R. A Reforma tem, como data básica de sua origem, o dia 31 de outubro de 1517, dia em que Lutero afixou as suas 95 teses, contra as indulgências, na porta da capela de Wittenberg. Martinho Lutero era monge agostiniano e pretendia reformar a Igreja à qual pertencia. Porém, como foi excomungado pelo papa Leão X, viu-se obrigado a romper com a sua igreja, dando, assim, origem ao movimento religioso conhecido como Luteranismo. Movimentos religiosos independentes surgiram em outras regiões. Na Suíça, levantou-se Zwinglio, sucedido depois por Calvino. As Igrejas que adotaram as doutrinas e o sistema Calvinista, denominan-se Igrejas Reformadas ou Presbiterianas. Da Suíça, o Presbiterianismo se espalhou para os Países Baixos, França, Escócia e Inglaterra. E, a seguir, atingiu todos os Continentes. Hoje, os presbiterianos são o segundo maior grupo evangélico do mundo, perdendo em número apenas para os luteranos. 

3. Quem foi João Calvino? 
R. Foi um dos Reformadores do Século XVI. Nasceu em Noyon, Picardia, na França, no dia 27 de maio de 1564. Aos 14 anos de idade, Calvino entrou para a universidade de Paris. Formou-se em direito na Universidade de Orleans, aos vinte anos de idade. Converteu-se a Cristo em 1533. Calvino foi o mais culto e o mais inteligente entre os reformadores. Escreveu comentários sobre todos os livros da Bíblia, com exceção do Apocalipse . Escreveu Sermões e Cartas e também tratados. Sua obra mais importante foi A Instituição da Religião Cristã, mais conhecida como As Institutas. Nesta obra ele apresenta um sistema de doutrinas absolutamente bíblicas. Este sistema de doutrinas é conhecido como Calvinismo. 

4. É verdade que a primeira Igreja que surgiu foi a Igreja Católica? 
R. Não, não é verdade. A Igreja do Novo Testamento é chamada de Igreja Primitiva, por ter sido a primeira e não ter nenhum nome especial. Esta Igreja já não pode ser identificada com a Igreja Católica Romana, por várias razões, como, por exemplo, as seguintes: 1. Os problemas doutrinários e éticos surgidos na Igreja Primitiva eram resolvidos pelo presbitério (At.15.1-29) na Igreja Católica, são resolvidos pelo papa; 2. Na Igreja Primitiva não havia missa; havia culto com cânticos de hinos, orações, leitura e pregação; 3. Todos os membros da Igreja Primitiva participavam do pão e do vinho, na Santa Ceia (I Co.11:23-29); na Igreja Católica só o padre é que participa do vinho, na comunhão. 4. Na Igreja Primitiva não havia padre, nem cardeal, nem papa; havia, sim, presbíteros e diáconos. Qualquer pessoa que examinar o Novo Testamento, fundamento da Igreja Cristã, verá claramente que a Igreja Católica Romana não tem nenhuma semelhança com a Igreja Primitiva. 

5. Como surgiu a Igreja Católico Romana? 
R. Surgiu da degeneração da Igreja Primitiva. Desde o início, homens fraudulentos entraram para a Igreja. No princípio, entretanto, as perseguições contra os cristãos se encarregaram de purificar a comunidade cristã. No ano 323, por um decreto do imperador Constantino, o Cristianismo passou a ser a religião oficial do Império Romano. Cessaram as perseguições e muitas pessoas, sem serem verdadeiras convertidas, entraram para a Igreja. A atuação de tais pessoas e a influência do mundo pagão levaram a Igreja a adotar doutrinas e práticas que se chocam brutalmente com os ensinos bíblicos. Eis alguns exemplo: No ano 375 foi instituído o culto aos santos; no ano 431, instituiu-se o culto a Maria; a partir do concílio de Éfeso, cidade que pontificava a grande Diana dos Efésios, divindade feminina pagã; em 503, surgiu a doutrina do purgatório; em 783 foi adotada a adoração de imagens e relíquias; em 1090, inventou-se o rosário; em 1229, foi proibida a leitura da Bíblia. Há muitas outras inovações que seria longo mencionar aqui. Felizmente, Deus levantou homens para conduzir Seu povo de volta à Bíblia. Vários movimentos de reforma religiosa, inclusive os propostos pelos Concílios de Constantino, Pisa e Basiléia, fracassaram. Porém, a Reforma Religiosa do Século XVI triunfou. 

6. Por que Calvino não se uniu a Lutero, ao invés de criar um movimento à parte? 
R. Porque Lutero queria apenas reformar a Igreja, enquanto Calvino entendia que a Igreja estava tão degenerada, que não havia como reformá-la. Calvino se propôs organizar uma nova Igreja que, na sua doutrina, na sua liturgia e na sua forma de governo, fosse idêntica à Igreja Primitiva. 

7. Como o presbiterianismo chegou ao Brasil? 
R.. No Século XVI houve uma tentativa de implantação do presbiterianismo no Brasil, através dos franceses que aqui chegaram em 1557. A Ceia do Senhor, segundo o rito bíblico calvinista, foi celebrada pela primeira vez, na América do Sul, no dia 21 de março de 1557, no Rio de Janeiro. Os franceses, no entanto, foram expulsos de nosso país em 1567. Duas outras tentativas foram feitas através dos holandeses, em 1624 e em 1630. Em 1654, os holandeses foram expulsos do Brasil, e as comunidades presbiterianas que eles haviam implantado no nordeste, desapareceram. A implantação definitiva do presbiterianismo, no Brasil, se deu através do trabalho de missionários, que vieram especialmente para evangelizar os brasileiros. 

8. Quem foi o primeiro missionário presbiteriano a vir para o Brasil? 
R. Foi o Rev. Ashbel Green Simonton, que chegou ao Brasil, no Rio de Janeiro, no dia 12 de agosto de 1859. Tinha apenas 26 anos de idade. Seu ministério durou apenas 8 anos, pois Simonton faleceu em São Paulo, no dia 8 de dezembro de 1867. A esta altura, a nossa Igreja já tinha um presbitério (Presbitério do Rio de Janeiro), um Seminário, cinco pastores e três Igrejas organizadas (A 1ª do Rio de Janeiro, a primeira de São Paulo e a de Brotas, no Estado de São Paulo). 

Fonte: www.charlezine.com.br/wp-content/uploads/razao-nossa-fe-1981.pdf


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

REFLEXÃO BÍBLICA - SEDE DE DEUS


Salmo 42.1-2
1 Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?”

Você está com sede? Deseja saciar-se?

Um menino chegou à uma casa, após uma longa caminhada em busca das cabras do pai. Chegando ali perto em uma casa falou: “Por favor! Tenho sede! Um pouco de água por favor!” Uma senhora gentil ofereceu aquela água retirada do pote e ele sorveu aquele líquido precioso tornando-se revigorado.

Davi estava pensando sobre a ânsia de um animal chamado corça em busca de uma fonte de água refrescante onde mataria sua sede e refrigeraria o seu corpo por causa do calor. Ele reflete que a nossa alma tem uma sede intensa não de uma água física, mas espiritual que satisfaz a alma, sobre isto podemos depreender algumas lições irrefragáveis para o nosso coração.

Primeira, quem deseja saciar-se em Deus, sua alma precisa suspirar por Deus: 1 Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma (v.1), suspirar é ter paixão, amor desmedido, querer viver para agradar Deus, buscar agradar a Ele, se preciso for morrer pelo Senhor, por isso Paulo diz que o viver é Cristo e o morrer é lucro (Fp 1.21), ele estava disposto a morrer para não negar a sua fé.

Saciar-se em Deus é viver com tanta paixão por Ele a ponto de suspirar por Ele. Quando um casal de namorados estão apaixonados, eles suspiram de paixão, eles ocupam sua mente um com o outro, o crente deve ocupar sua mente com Deus, precisamos viver para agradá-lo, ter o coração ardendo quando fala em Jesus, ter sua alma aquecida quando busca ao Senhor. Você tem suspirado pelo Senhor?

Segundo, quem deseja saciar-se em Deus, sua alma precisa ter sede de Deus: A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo (v.2a), dizia o teólogo Santo Agostinho que o homem possui um vazio do tamanho de Deus e que só Deus pode preencher este vazio, devido a isto o homem anda em vários lugares em busca de paz, vive nos bares, bordéis, drogas, outros buscam satisfazer-se nas coisas materiais, vários estão em busca de religiões diversas, porém, a solução para este vazio não está em ninguém mais, somente em Jesus, ele mesmo disse: 37 [...] Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva (Jo 7.37-38), venha à fonte das águas vivas que podem matar a sede da tua alma e te dá satisfação eterna.

Ele é a fonte, nós sedentos pecadores quando vamos até Ele com sinceridade de coração, Ele não nos lança fora, pelo contrário, Ele nos acolhe (Jo 6.37), busque nesta fonte que nunca seca, a agua (satisfação) que Ele nos dá nunca se acaba (Jo 4.14). Sua alma está aflita? Jesus é a solução, Ele satisfaz a sua alma!

Terceira, quem deseja saciar-se em Deus precisa ter um encontro com Deus: “[...] quando irei e me verei perante a face de Deus?” (v.2b), o ser humano nascido sob o domínio do pecado, é totalmente incapaz de levantar-se por si só, precisou que Deus viesse até Ele, Jesus se fez homem e veio habitar entre nós (Jo 1.14), o pecado formou uma parede de separação entre o homem e Deus (Is 59.1-2), sendo assim não haveria nenhuma possibilidade dele encontrar-se com Deus a mesmo que Deus viesse ao seu encontro.

 Podemos ver isto exemplificado no pastor que foi ao encontro da ovelha perdida e não desistiu até que a encontrou (Lc 15.3-7), da mulher que perdeu a moeda e não ate recuperar seu dinheiro perdido (Lc 15.8-10), por isto que o apostolo João afirmou que Deus enviou o seu Filho como salvador do mundo (I Jo 4.14), não foi você que buscou a Deus, Ele veio ao teu encontro. O salmista disse que sua alma almejava o Senhor mais do que os guardas pelo amanhecer (Sl 130.6), se você está com o coração ansioso pelo Senhor, saiba que Ele vem ao teu encontro e não te lança fora!

Para Concluir dizemos que da forma como Davi suspirou, teve sede e desejou a presença do Senhor, nós precisamos entender que somente Deus é que pode nos satisfazer, da forma como Ele encheu o coração de Davi, também enche o nosso, como tornou Davi feliz, também nos fará, do modo como deu a salvação ao seu servo, também nos dá. Creia e se lance na fonte de aguas vivas, Jesus Cristo.


Autor: Missº Veronilton Paz

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Repondo a Verdade dos Fatos Sobre a Mentirosa Estoria de Um "Massacre Calvinista". Dona Midia e Dona Romana, a Mentira Tem Perna Curta!


CANONIZAÇÃO NO BRASIL
Ontem, 16/10/17, foi anunciado que a Igreja Católica Canonizará os primeiros Mártires Brasileiros. Na Matéria no site da Globo é repetido insistentemente que essa matança se deu sob as ordens dos Calvinistas Holandeses. Vale à pena ler este artigo do Rev. Francisco Schalkwijk: "As Lágrimas de Cunhaú" para conhecer o outro lado da história.

AS LÁGRINAS DE CUNHAÚ
Recentemente, os jornais noticiaram a beatificação dos mártires de Cunhaú, no Rio Grande do Norte (1645), pelo papa João Paulo II. O massacre ocorreu durante as primeiras semanas do levante português contra a ocupação flamenga (1630-1654). Uma das notícias afirmou que essas horrendas atrocidades foram cometidas por ordem do governo holandês no Recife e orientadas por um pastor “calvinista”. Sem diminuir a monstruosidade do trágico acontecimento, convém lembrar pelo menos três fatos do contexto histórico daqueles dias de guerra que marcaram o começo do fim da ocupação holandesa do Nordeste.

Em primeiro lugar, cumpre observar que não foi o governo holandês que ordenou a chacina. O que ocorreu foi uma vingança por parte dos índios, ajudados por uma tribo indígena da Bahia, em reação às notícias que corriam sobre as crueldades dos portugueses. Desde o início da revolta (13/6/1645), cada vez ficava mais claro que, onde quer que os portugueses restabeleciam seu poder, uma morte terrível esperava seus adversários, especialmente os índios. Conseqüentemente, os “brasilianos” (como eram chamados os índios tupis) refugiaram-se nas proximidades das fortificações holandesas, consideradas inexpugnáveis. Outros decidiram evitar o desastre aparentemente inevitável e pegaram em armas. Foi isso que aconteceu em Cunhaú. 

No Rio Grande, a população indígena consistia em grande parte de índios antropófagos (tapuias), sob a liderança do seu cacique Nhanduí. Para os holandeses, os tapuias significavam um bando de aliados um tanto inconstantes, pois eram um povo muito independente, que não aceitava ordens de ninguém, mas decidia por si o que era melhor para sua tribo. Um tal de Jacob Rabe, casado com uma índia, servia de ligação entre eles e o governo holandês. 

Entre os indígenas do extremo Nordeste existia em geral um grande ódio contra os portugueses, sem dúvida pela lembrança dos acontecimentos anteriores à chegada dos holandeses, que eram considerados como os libertadores da opressão lusa. E, por várias vezes, esses índios quiseram aproveitar-se da situação de derrota dos lusos para vingar-se deles. Assim, em 1637, depois de Maurício de Nassau conquistar o Ceará, os índios procuraram matar todos os portugueses da região, que foram protegidos pelos holandeses, por meio das armas. A mesma coisa aconteceu no Rio Grande do Norte, em 1645. Os tapuias sentiram que, com o início da revolta contra os holandeses, havia chegado a hora da verdade: eram eles ou os portugueses. No dia 16 de julho, começaram por Cunhaú, massacrando as pessoas que estavam na capela e posteriormente, numa luta armada, os restantes.


Em segundo lugar, é preciso reconhecer que, de fato, o nome de um pastor protestante está ligado a esse episódio. Porém, de modo exatamente contrário daquele que se supõe: não foi ele quem orientou a chacina, antes, foi enviado pelo governo para refrear a selvageria dos silvícolas. Quando, no dia 25 de julho, o governo holandês no Recife soube dos terríveis acontecimentos do Rio Grande do Norte, enviou o Rev. Jodocus à Stetten, pastor “calvinista” alemão, capelão do exército, com o capitão Willem Lamberts e sua tropa armada “para refrear os tapuias e trazê-los [para o Recife], a fim de poupar o país e os moradores [portugueses]”. Os índios, porém, ficaram enfurecidos com os holandeses, não entendendo como estes podiam defender seus inimigos mortais, e até romperam a frágil aliança com os batavos. Antes de regressar para o sertão do Rio Grande, fizeram ainda outra incursão vingadora contra os portugueses, desta vez na Paraíba.

Em terceiro lugar, é importante lembrar o fim do algoz-mor de Cunhaú, Jacob Rabe. Alguns meses depois do massacre, esse funcionário da Companhia das Índias Ocidentais, que havia recebido o pastor Jodocus de pistola em punho, foi morto por ordem do próprio governador da capitania do Rio Grande do Norte, Joris Garstman. O capitão Joris era casado com uma senhora portuguesa que havia perdido muitos parentes em Cunhaú. 

Esses três fatos complementares não diminuem em nada o sofrimento dessas vidas inocentes esmagadas entre as pedras de moinho de uma luta armada. Porém, talvez possam eliminar em parte o veneno da história, por nos permitirem entender melhor o contexto daqueles dias cheios de angústia para ambos os lados. Escrever história objetivamente é muito difícil, mais ainda quando se trata de um caso controvertido como este, com muitos pormenores desconhecidos. Mas afirmar, como foi feito por certos porta-vozes, que as barbaridades de Cunhaú foram perpetradas a mando do próprio governo holandês, e ainda por cima orientadas por um pastor evangélico, simplesmente não corresponde à verdade. Convém distinguir os fatos e a interpretação dos fatos. O que não atenua, antes aumenta a nossa ansiosa expectativa do dia em que o Senhor enxugará todas as lágrimas (Ap 7.17), inclusive as de Cunhaú.

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Francisco Schalkwijk, ex-missionário no Brasil, é ministro da Igreja Reformada Holandesa, com mestrado no Calvin Theological Seminary, nos EUA, e doutorado em história na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. É autor do livro Igreja e Estado no Brasil Holandês (1986).

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ENTREGA TOTAL

A invasão divina na miséria humana e o cumprimento do seu plano de salvação tiveram início e se cumpriram em orações de entrega total. Deus deslanchou seu sonho no dia em que uma jovem chamada Maria entregou seu futuro, sua reputação e ate mesmo seu casamento com que tanto sonhara, submetendo os à vontade do Senhor. O sonho tornou-se realidade quando Jesus se entregou a si mesmo em morte de cruz por causa de seu amor pelo Pai e seu reino.
Ele ainda cumpre sua vontade na Terra mediante corações, vontades, corpos e vidas rendidos a ele. Por esse motivo, a oração de entrega total deve ser a opção dos caçadores de Deus de qualquer geração, em todos os lugares e em qualquer área de atuação. Quando o Senhor se tornar nosso principal desejo, por causa de nosso ardente anseio por ele, veremos nossos dons e ofertas que não forem uma entrega total como algo vazio e sem significado.
A busca pelo Senhor nos custa caro. Talvez tenhamos de gastar tudo para nos aproximarmos daquele que é tudo. Jesus pagou o preço máximo por nosso perdão e nossa adoção na família de Deus. Por acaso o leitor fará essa renúncia para ter maior intimidade com Deus? O custo é bastante alto. Quanto mais nos aproximamos do fogo divino, mais somos consumidos pelas chamas de sua santidade e de sua glória. Quanto mais o amamos, mais nos sacrificamos para realizar sua vontade.

Uma pergunta tocante

A holandesa Corrie ten Boom, uma das grandes cristãs do século XX, sobreviveu a Ravensbruck, um conhecido campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Toda sua família foi exterminada por ter acolhido judeus em sua casa, em Amsterdã.
Corrie registrou uma simples "pergunta em forma de oração" que ela repetiu e pronunciou diante de platéias por todo o mundo até sua morte, em 1983. Fazer essa prece e esse pedido é realizar um custoso auto-exame à luz da obra de Cristo na cruz. A pergunta é tocante:
“Senhor Jesus, tu sofreste por mim. O que estou sofrendo por ti?”
Jesus Cristo foi o maior exemplo de plena submissão à vontade do Pai. Por esse motivo não podemos dizer que não temos um modelo ou um guia para a jornada da entrega total. Seu chamado pessoal aos discípulos faz ressoar, trazendo a lume, o incrível custo da entrega total na oração, em atas e em palavras. Está escrito:
“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.” (Lc 9.23,24.)
Percebo que a maior parte (se não todos) dos maiores sacrifícios e das "entregas da alma" da história foi fundamentada e motivada pelo amor e não pelo medo. Por acaso temos dúvida de que a rendição que Jesus fez de sua vontade, no jardim, brotou do seu amor pelo Pai e por nós?

Amor profundamente ligado a orações de entrega total

A entrega total a Deus começa com o amor em sua plenitude. Está escrito: “O perfeito amor lança fora o medo" (1 Jo 4.18b) Ele está profundamente ligado a qualquer oração de entrega total. Richard Foster escreveu:
“O amor é a sintaxe da oração. Para sermos eficientes em nossas preces, temos de ser 'amantes' eficientes. Em The Rime of the Ancient Mariner (A balada do velho marinheiro), Samuel Coleridge declara: ‘Aquele que ora bem ama bem'. Coleridge obviamente tirou essa ideia da Bíblia, porque suas páginas manifestam a linguagem do amor divino. A verdadeira oração não brota quando rangemos os dentes, mas quando nos apaixonamos por Deus.”
O profeta Isaías começou seu ministério como um membro altamente instruído e respeitado da corte real. Obviamente sua vida não era muito difícil, até o dia em que teve um encontro com Deus, no templo. Quando ouviu a voz do Senhor dizer: "A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”, sentiu-se mover com uma fé sobrenatural e foi capaz de declarar:
"Eis-me aqui, envia-me a mim." (Is 6.8b.)

ORAÇÃO DE ENTREGA TOTAL

"Usa-me, meu Salvador, para qualquer propósito e de qualquer maneira que o Senhor desejar. Eis meu pobre coração, um vaso vazio. Enche-o com tua graça. Eis minha alma pecadora e atormentada. Aviva-a e refresca-a com teu amor. Faze do meu coração tua morada; usa minha boca para transmitir a glória do teu nome; que meu amor e minhas forças promovam o crescimento dos que crêem; nunca deixes minha fé enfraquecer, para que em todo o tempo eu esteja capacitado a dizer, desde meu íntimo: 'Jesus precisa de mim e eu sou dele'."

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Tommy Tenney é pastor, autor de vários livros traduzidos para mais de 30 idiomas. Orações dos Caçadores de Deus é um de seus livros, publicado pela Editora Betânia, do qual este artigo foi extraído.

Foto: William Farlow

Fonte:https://www.mensagemdacruz.online